A castanheira-do-brasil ou castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa), árvore nativa da Amazônia,
chega a atingir cerca de 50 metros de altura, com diâmetro, na base, superior a 4 metros ou mais.
Seus frutos secos, lenhosos e esféricos são chamados ouriços, os quais podem ter massa de
até 1,5 kg, podem atingir entre 10 a 15 centímetros de diâmetro e contêm muitas sementes em
seu interior.
Quando maduros, os frutos contendo as sementes despencam das árvores. Essas sementes,
conhecidas como castanhas-do-brasil, estão envoltas, cada uma, em uma casca dura, parecida
com madeira, que protege as amêndoas internas.
Essas amêndoas são ricas em ômega 3, fibras, proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais.
Seu consumo regular, em pequenas quantidades, é saudável, porque auxilia, por exemplo, no
fortalecimento do sistema imunológico e na minimização dos problemas de depressão, fadiga
e estresse.
Na natureza, o principal dispersor dessas sementes é a cutia, já que é um dos poucos animais que
consegue roer o ouriço e a casca da castanha, para comer a amêndoa da castanheira.
Como são muitas castanhas num mesmo ouriço, a cutia enterra algumas para comer depois, e,
geralmente, não volta para pegá-las. Assim, a floresta terá sementes plantadas em seu solo, as
quais serão, futuramente, novas castanheiras.
A relação ecológica entre a cutia e a castanheira-do-brasil, tal como descrita no texto, é denominada